
Ví-me sentado em uma cadeira de balanço, a cadeira estava na varanda.
Ambos estávamos virados para as verdes gramas que do chão brotavam.
As arvores, ao longe, dançavam com a música do vento soprando pra lá e pra cá.
Pássaros planavam em uma sincronicidade sem fim.
As nuvens por onde eles passavam mudavam a cada instante formando assim novos desenhos.
Animais corriam como se estivessem brincando por entre as arvores.
Frestas de luz ao longe podiam ser vistas com raiar da aurora.
Duas crianças brincavam de conversar sentadas em um tronco que no chão estava deitado.
Adolescentes namoravam deitados sobre o verde-escuro do gramado no fim de tarde.
Dois velhinhos sentavam-se à beira do lago deixando apenas seus pés submersos.
O luar, para onde eles olhavam, estava perfeitamente refletido no lago.
Acordei-me e levantei da cadeira que sozinha ficou a se balançar.
Tudo estava como no sonho do qual acabara de acordar.
Mais uma vez abri meus olhos e deparei-me deitado na cama.
Sua cabeça descansava em cima de meu peito, no lado do coração, que de alegria ficava a saltitar.
Fiquei por horas a acariciar a ondulação de seus belos fios de cabelo, tal como fazia quando ainda éramos jovens e uma amizade brotava.
Então você acordou e por alguns segundos ficou a me olha sem nada dizer.
Dessa vez não evitei seu olhos, pois agora tinha certeza, certeza de que era para sempre.
Meus olhos podiam seu visto nos teus que de emoção brilhavam.
Naquele momento passei a descobrir a verdadeira importância do amor.
E enfim meus lábios ainda trêmulos foram de encontro aos teus que sem revidar beijou-me.
SANDRO DE ASSIS
(http://sandroassis.blogspot.com)
EM:29/04/2011
CASTANHAL, PA